O primeiro grande povoamento de Minas Gerais - berço do ciclo do ouro, e ainda hoje guardiã de uma das heranças barrocas mais ricas do país.
Em 1674, o bandeirante Fernão Dias Paes partiu de São Paulo em busca do lendário Sabarabuçu - uma serra que, segundo o imaginário dos colonizadores, seria feita de prata e pedras preciosas. Fernão Dias morreu em 1681 sem encontrar o tesouro, mas seu genro, Manuel de Borba Gato, continuou a expedição e se tornaria uma das figuras centrais da descoberta do ouro em Minas Gerais.
O sertanista Matias Cardoso de Albuquerque, liderando a vanguarda da expedição, encontrou um trecho fértil às margens do Rio das Velhas - com água limpa e um ponto de travessia a pé - e ali se formou o primeiro povoamento, batizado Roça Grande.

Em 1711, o povoado foi elevado a Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. Três anos depois, tornou-se sede da vasta Comarca do Rio das Velhas, com jurisdição que alcançava os limites de Goiás, Pernambuco e Bahia. A Coroa Portuguesa instalou ali uma Casa de Fundição para taxar o ouro extraído - fazendo de Sabará, por décadas, o maior centro de ourivesaria do Brasil.
A vila só foi elevada à categoria de cidade em 1838, quando já vivia da riqueza acumulada durante mais de um século de exploração aurífera.

A apenas 20 km de Belo Horizonte, Sabará preserva um dos conjuntos arquitetônicos mais bem conservados de Minas Gerais: a Igreja de Nossa Senhora do Ó, com influência barroca chinesa; o Museu do Ouro, instalado na antiga Casa de Fundição; e o Teatro Municipal, o segundo mais antigo do Brasil ainda em atividade. A cidade também é conhecida por sua produção de jabuticaba, celebrada todo mês de novembro no Festival da Jabuticaba.
O centro barroco de Sabará ainda tem muito a ser registrado.
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