Uma cidade banhada por rios com nomes de povos indígenas - e o lugar onde já foram encontrados dois dos maiores diamantes já registrados em Minas Gerais.
A região começou a ser ocupada por volta de 1911, no território onde viviam povos indígenas de três etnias - Temiminós, Borrachudos e Abaetés -, que deram nome a dois dos principais rios que banham o município até hoje. As terras férteis e a fartura de água atraíram lavradores e criadores de gado, que aos poucos formaram um pequeno povoado.
Em 1923, esse povoado tornou-se distrito, subordinado ao vizinho município de Tiros. Cinco anos depois, em 1928, foi criada a Paróquia de São Gonçalo do Abaeté, fundada pelo Padre João de Almeida Mattos - que ficaria à frente dela até 1968.

Poucas cidades mineiras têm uma história tão rara quanto esta: em 1937, foi encontrado no leito do Rio Abaeté um diamante verde de 140 quilates, batizado Nova Estrela do Sul. Em 1945, outro ainda maior surgiu - uma pedra de 375 quilates com formato de V, chamada Vitória em homenagem ao fim da Segunda Guerra Mundial, vendida na época a um joalheiro norte-americano por uma fortuna.
O município foi instaurado em 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Tiros. O nome combina o santo de devoção da paróquia, São Gonçalo, com o rio que corta o território, o Abaeté. O primeiro prefeito, nomeado pelo governador, tomou posse em 1º de janeiro de 1944; o primeiro eleito pelo povo assumiu em 1947.






São Gonçalo do Abaeté é uma das cidades mais recentes na rota da Aukage - a cobertura segue crescendo.
Ver mais no YouTube →